quarta-feira, 29 de abril de 2009

ALIENAÇÃO


Capaz de ameaçar o trabalho e a consciência humana desde seus primórdios, a alienação afeta principalmente o homem do mundo moderno, em que as relações sociais se tornam cada vez mais determinadas por seu aspecto mercantil ou econômico-financeiro.


Alienação é a condição psico-sociológica de perda da identidade individual ou coletiva decorrente de uma situação global de falta de autonomia. Encerra portanto uma dimensão objetiva -- a realidade alienante -- e a uma dimensão subjetiva -- o sentimento do sujeito privado de algo que lhe é próprio.


O conceito de alienação é comum a vários domínios do saber. Em psicologia e psiquiatria, fala-se de alienação para designar o estado mental da pessoa cuja ligação com o mundo circundante está enfraquecida. Em antropologia, a alienação é o estado de um povo forçado a abandonar seus valores culturais para assumir os do colonizador.


Em sociologia e comunicação, discute-se a alienação que a publicidade e os meios de comunicação suscitam, dirigindo a vontade das massas, criando necessidades de consumo artificiais e desviando o interesse das pessoas para atividades passivas e não participativas.
Em filosofia política, fala-se de alienação para designar a condição do trabalhador que, à semelhança de uma peça de engrenagem, integra a estrutura de uma unidade de produção sem ter nenhum poder de decisão sobre sua própria atividade nem direitos sobre o que produz.


Transcendendo o âmbito da produção, a alienação se estende às decisões políticas sobre o destino da sociedade, das quais as grandes massas permanecem alijadas, e mesmo ao âmbito das vontades individuais, orientadas pela publicidade e pelos meios de comunicação de massas.


Visto que, a famosa e de corriqueiro simplismo em definição chamada (Globalização) elucida a idéia contrária a essa proposta. Lamentavelmente se conclui No enfado do “muito saber” ou do “pouco saber” a residência original da alienação. Haja vista que todo instante inicia-se uma “moda” nova, seja em que âmbito for tecnologia, vestuário, religião e etc.



O EQUILÍBRIO


O sentimento de moderação, personalidade, conceitos pré ou formados sujeitos às alterações mediante o bom senso, talvez seja um elixir para a proteção contra essa mal chamada alienação. Há um escrito religioso que diz “NÃO É BOM QUE O HOMEM VIVA SÓ...” Conseqüentemente se refere a vida conjugal, haja vista se considerarmos de modo geral, existe a necessidade da vida em grupo, no exercício da sabedoria que nesse aspecto representa a “capacidade de compartilhar” experiências, conhecimento, a vida de modo geral no tocante a convivência, professando opiniões, crenças e etc.


A FULGA


Nas colocações acima, dizemos que o equilíbrio pode ser um “elixir”. Não é o segredo propriamente dito, pois ainda que o indivíduo ande em grupo, comunidade, corre o risco deste “grupo” se alienar, ocorre muito no âmbito religioso, professam a fé baseada em seus conceitos, suas expectativas, e torna-se fanático se por desventura outro indivíduo ou comunidade não se adaptarem a determinada visão.


A CONCLUSÃO


Entretanto, conclui-se que, mediante as observações ainda que simplistas acima, o homem precisa criar pontos de contato. O que representa isso? É notório que não se pode permanecer o mesmo sempre, e muito menos engessar as coisas a sua volta, logo, não se vive em comunidade para sempre, quando se existe uma dominação carismática, por exemplo, “Você é aceitou ou aceita até quando é satisfeito ou satisfaz uma expectativa”. Comumente é desfeita a parceria, ou divisão. E através dessa dissolução é refeita outra célula com Idéias aprimoradas, evolucionárias ou revolucionárias.



Sobretudo, a alienação sempre perseguirá o homem, pois o mesmo a cria em larga escala.




sábado, 4 de abril de 2009

A alma na UTI



Uma das maiores fontes de manutenção do amor entre os humanos, a paternidade/maternidade, está na UTI.
O mais poderoso de todos os alteradores de estado de ser e crer que existe entre os humanos, a missão de mãe, está ainda presente em um remanescente fiel, mas a árvore está cortada até a cepa.
A velhice virou 3ª idade, sem reverência e sem carinho.
A infância se tornou um show e um desfile de aquisições, de um lado, ou de mendicância, de outro.


A adolescência acontece nas câmaras virtuais, subjetivas, ausentes, autistas, em pânico energético.
A juventude se perdeu na imaturidade sem tempo pra acabar, visto que a bobagem se tornou o projeto da existência.
A vida adulta está perdida entre a inveja adolescente da juventude etária, e o pânico da inevitável 3ª idade — medo decorrente da culpa em razão de como tratam os pais envelhecidos.


E pensar que um dia João disse:
"Pais, eu escrevo para vocês porque vocês conhecem a Deus desde o principio.
Jovens, eu escrevi a vocês porque vocês são fortes, porque o amor de Deus permanece em vocês, e porque vocês têm vencido o maligno.
Filhinhos, o amor de Deus está em vocês".
Infinitamente pior do que assistir à morte do Planeta é ver todos os dias a morte do homem pela morte do amor.

Caio
3 de abril de 2009
Lago Norte
Brasília

segunda-feira, 23 de março de 2009

Suplícios Urbanos


Por esses dias tenho andado extressado, confuso, me sentindo mais só do que de costume. Esse ritmo louco de trabalho, as ausências da vida, fico sonhando com uma vida menos regrada, regada ao equilíbrio, que cada vez se mostra mais distante de mim. Não suporto falsos experientes afirmando que isso logo passa, que é apenas mais uma etapa da vida.



Me sinto como um homem descartável, esse complexo de sistemas, igreja, familia, trabalho, amigos... acredito num plano horizontal que somos mesmo descartáveis, esse realismo que divide uma tênue lina com o penssimismo, tem me levado ate ser otimista algumas vezes, a não desistência do altruísmo e etc.


Bem como, hoje me faltam palavras, estou desgastado, cansado, estúpido. Espero que essa fase passe logo, e logo eu encontre um oásis. Não quero descanso pra vida inteira, quero trabalhos pro resto de minhas forças, sobretudo, ninguém é de ferro, por isso espero que a vida traga bons eventos e que seja breve com isso.

sexta-feira, 13 de março de 2009



Se a vida nos constrói
Sem pedir licença vamos andando
Mesmo ainda aprendendo a andar
Tentando ser sábio
Mesmo sem saber



Dias e dias,
Que agente perde
Que agente ganha
Castelos sobre a areia
Mesmo sem cuidados à rima
Melhor mesmo é dizer a verdade


Falar do que ando sentindo
Dessa solitude que na desgraça tras a graça da paz de estar só
Vamos, quem é que vai me crucificar mais do que eu?
Sim, deixei de ser feliz por muitos momentos
Por burrice, pura ignorãncia


Ja passou... castelos de areia sou
Sem exresse, sem crise
Ja se fez um novo dia, que por sua vez ja se foi.
Mas antes que eu o veja chegar
Sonho com o sono
Para reunir forças
Castelos de areia sou.

Quase Utopia.


A amizade sincera é um santo remédio
É um abrigo seguro
É natural da amizade
O abraço, o aperto de mão, o sorriso
Por isso se for preciso

Conte comigo, amigo disponha
Lembre-se sempre que mesmo modesta
Minha casa será sempre sua
Amigo os verdadeiros amigos do peito, de fé

Os melhores amigos
Não trazem dentro da boca
Palavras fingidas ou falsas histórias
Sabem entender o silêncio

E manter a presença mesmo quando ausentes
Por isso mesmo apesar de tão raros
Não há nada melhor do que um grande amigo





Letra: Renato Teixeira

A sabedoria nem sempre anda com a inteligência


Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei,
Eu nada sei



Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir



Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou

Estrada eu sou



Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz

E ser feliz



O simples resolve tudo.


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e que posso evitar que ela vá a falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas. Um dia vou construir um castelo..."



(Fernando Pessoa)